Pele na menopausa: por que ela muda e como adaptar os cuidados?
Pele na menopausa: por que ela muda e como adaptar os cuidados?

Com a chegada da menopausa, muitas mulheres percebem que os produtos usados durante anos já não funcionam da mesma maneira. A pele pode ficar mais seca, fina e sensível, enquanto manchas, rugas e flacidez parecem se tornar mais evidentes.
Essas mudanças não acontecem apenas por causa da idade. A redução dos níveis de estrogênio também interfere na produção de colágeno, na oleosidade e na capacidade da pele de reter água. Por isso, a rotina de cuidados pode precisar ser reavaliada.
O que acontece com a pele na menopausa?
O estrogênio participa de diferentes processos relacionados à espessura, elasticidade e hidratação da pele. Com sua diminuição, pode ocorrer perda de colágeno, redução da firmeza e maior tendência ao ressecamento.
A pele mais fina e com menos oleosidade também pode se tornar mais vulnerável a irritações. Produtos que antes eram bem tolerados começam a provocar ardência, vermelhidão ou descamação. Condições preexistentes, como rosácea e eczema, também podem ficar mais incômodas nessa fase.
Como adaptar o skincare?
O primeiro ajuste costuma estar na limpeza. Sabonetes muito adstringentes e fórmulas pensadas para controlar intensamente a oleosidade podem aumentar o desconforto. Higienizadores suaves ajudam a limpar sem remover excessivamente a proteção natural da pele.
Na hidratação, cremes mais densos podem oferecer mais conforto do que loções leves. Ingredientes como glicerina, ácido hialurônico e ceramidas ajudam a manter água na pele e fortalecer sua barreira. Esse cuidado vale para o rosto e também para o corpo, que pode apresentar ressecamento e coceira.
A proteção solar continua sendo indispensável. O uso diário de um protetor de amplo espectro ajuda a evitar que manchas, rugas e afinamento da pele sejam intensificados pela radiação.
Ainda é possível usar ácidos e retinoides?
Retinol, ácido retinoico e outros ativos podem contribuir para o tratamento de manchas, rugas e alterações de textura. Isso não significa que devam ser mantidos na mesma concentração ou frequência usada anteriormente.
Quando a pele está sensibilizada, pode ser necessário reduzir a frequência, trocar a formulação ou associar um hidratante para melhorar a tolerância. Em algumas situações, o ativo precisa ser suspenso até que a barreira cutânea se recupere.
Ardência persistente, vermelhidão e descamação não devem ser interpretadas como sinais de que o produto está funcionando melhor. Elas podem indicar que aquela rotina deixou de ser adequada para o momento da pele.
Quais procedimentos podem ser considerados?
Não existe um tratamento estético definido apenas pela idade ou pela menopausa. Algumas mulheres chegam a essa fase com poucas alterações, enquanto outras apresentam manchas, rugas, perda de volume ou flacidez mais avançada.
Lasers podem ser considerados para melhorar textura e pigmentação. Toxina botulínica, ácido hialurônico, bioestimuladores e tecnologias também podem integrar o planejamento, conforme a alteração predominante.
A menopausa marca o início de uma nova fase, não o final dos cuidados. Adaptar a rotina permite que a pele atravesse essas mudanças com mais conforto e saúde, sem a obrigação de seguir o mesmo tratamento de outras pessoas.
Na TConcept Dermatologia
O cuidado com a pele na menopausa deve acompanhar as mudanças percebidas e a forma como ela responde aos produtos e procedimentos.
Uma avaliação criteriosa permite reorganizar o skincare e definir quais tratamentos fazem sentido para aquele momento.
Se sua pele mudou nessa fase, agende uma consulta com a Dra. Tatiana Tayti.


