Maquiagem com FPS substitui o protetor solar?
Maquiagem com FPS substitui o protetor solar?

Usar uma base com FPS parece a solução perfeita para os dias corridos: em um único passo, é possível uniformizar a pele e acrescentar alguma proteção contra o sol. Mas será que isso é suficiente para manter a pele realmente protegida?
A resposta depende do produto, da quantidade aplicada e da exposição ao longo do dia. Embora a maquiagem com FPS possa contribuir para a fotoproteção, ela nem sempre oferece, sozinha, a cobertura necessária contra os diferentes efeitos da radiação.
O que o FPS da base realmente informa?
O FPS indica principalmente o nível de proteção contra os raios UVB, relacionados às queimaduras solares. Para que o produto também proteja contra os raios UVA, associados ao envelhecimento precoce e a outros danos à pele, é necessário procurar no rótulo a informação de proteção UVA ou de amplo espectro.
Isso vale tanto para os protetores quanto para os produtos de maquiagem. Portanto, não basta observar apenas o número do FPS: é importante conferir quais tipos de radiação aquela fórmula cobre. Além disso, o FPS do rótulo é medido com uma quantidade de produto bem maior do que a que costuma ser usada na maquiagem. Em uma camada fina de base, a proteção real tende a ser menor do que a indicada na embalagem. Para o uso diário, a Academia Americana de Dermatologia recomenda proteção de amplo espectro e FPS 30 ou superior.
E quando a exposição ao sol é pequena?
Em uma rotina com pouco contato direto com o sol, como sair cedo, trabalhar em ambiente fechado e não permanecer próximo a janelas, uma maquiagem com FPS pode acrescentar proteção. Ainda assim, essa escolha precisa considerar o rótulo do produto e a exposição que realmente acontece ao longo do dia.
Se houver deslocamentos sob o sol, atividades externas ou saída no horário do almoço, a base não deve ser tratada automaticamente como substituta do protetor.
Chapéus, óculos, sombra e outras barreiras também ajudam a reduzir a exposição.
Quem tem melasma precisa de mais cuidado?
A radiação ultravioleta e a luz visível podem contribuir para o escurecimento do melasma. Por isso, a rotina costuma exigir uma fotoproteção mais cuidadosa, com protetor de amplo espectro, FPS adequado e, de preferência, com cor, à base de óxidos de ferro.
A base pode ser aplicada por cima, mas sua pigmentação não garante, por si só, proteção suficiente contra a luz visível. Também é recomendado reaplicar o protetor ao longo do dia, especialmente quando existe nova exposição, suor ou contato com água.
Produtos em pó com FPS podem ajudar como complemento e facilitar retoques sobre a maquiagem, mas, em geral, não equivalem a uma reaplicação completa do protetor.
A maquiagem com FPS pode colaborar com a rotina, mas sua proteção depende de como o produto é formulado e utilizado. Na maioria das situações, ela funciona melhor como uma camada adicional, e não como a única medida de fotoproteção.
Na T Concept Dermatologia
A proteção solar precisa acompanhar a rotina, as características da pele e condições como o melasma.
Um olhar individualizado ajuda a escolher produtos que ofereçam a cobertura necessária sem tornar o cuidado diário difícil de manter.
Se você tem dúvidas sobre qual protetor usar ou como conciliá-lo com a maquiagem, vale organizar essa rotina de forma individualizada. Agende uma consulta com a Dra. Tatiana Tayti.


